Condomínios devem fazer mutirão contra o mosquito

É necessário não descuidarmos do combate ao mosquito Aedes aegypti, principalmente considerando que o sucesso dessa luta contra a dengue agora somada à zika e à chikungunya depende exclusivamente de cada um de nós.

Em nossos condomínios podemos (e, até mesmo, devemos!) estimular os moradores a dispensar dez minutos diários para executar providências simples e largamente divulgadas para evitar o acúmulo de água parada, onde possa proliferar larvas do mosquito.

É importante que nós mesmos cuidemos desse combate ao invés de o delegarmos apenas ao poder público, já que, como dizia o Barão de Itararé, “de onde menos se espera é que não sai nada mesmo”. Exemplos recentes nos convencem disto, como o da sede da Funasa no Maranhão que possuía um enorme criadouro de todo o tipo de mosquitos; e casos pontuais como a da recente paralisação de agentes do Controle de Zoonoses de Niterói porque a prefeitura não estava lhes pagando o adicional para trabalhar nos fins de semana.

Segundo o Ministério da Saúde, Niterói e São Gonçalo estão em situação de alerta, com base na última edição anual do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). Em 2016, na ex-capital fluminense, foram registrados 1.683 casos suspeitos de dengue (117% a mais que em 2015, com 774 notificações). Os casos confirmados de zika subiram de 11 em 2015 para 105 em 2016, e o número de pessoas que contraíram chikungunya saltou de dois para 37.

Neste mês de fevereiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está executando o projeto “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil” em bairros e localidades niteroienses (Charitas, Preventório, São Francisco e Cachoeira, onde vivem cerca de vinte mil pessoas na Zona Sul). Com a liberação de mosquitos com a bactéria Wolbachia, biólogos esperam controlar a dengue, zika e chikungunya. A bactéria impede o Aedes aegypti de transmitir o vírus dessas doenças.

Cada um fazendo sua parte poderá ajudar a evitar o recrudescimento de doenças que, quando não matam deixam sequelas crônicas, como a chikungunya. Vamos à luta!

Alberto Machado Soares
Presidente do SinCond

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